SIMPLES COMO O TEMPO
Letras que se espalham com os ventos por todos os cantos do mundo
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Meu poema nasce no entorno do universo

e a fonte inesgotável dos meus versos

 é o brilho incomensurável das estrelas cadentes...

...transformo-o  e descanso.
 

Às vezes tento percorrer por este labirinto e desafiar as vertentes do tempo, transformando os elementos que gravitam o cosmo em sentimentos cada vez mais profundos...
bobagem!!!


Envelheço como ponteiros de relógio,
o tempo caminha ao lado.
Eu vejo o sangue dos meus passos
rápidos e descalços,
através das pedras paradas,
escaladas e
polidas pelo meu cansaço.

Não precisamos compreender nada sobre

os enigmas do mundo

basta viver nosso princípio como resultante

do movimento das partículas

do sentimento das pedras

e do renascimento da alma.

Eu vivi antes do tempo
escrevi um poema e esperei
os homens, a escrita e a luz.
A vida é simples assim, como o tempo.

NO ENTORNO DO POEMA
 
O mergulho fundo
está no submundo do corpo e da alma
 
o mergulho com velocidade
desvenda os buracos da cidade
 
Avisto-te liberdade
a extrair planos e segredos
dos arvoredos e sentimentos
da sabedoria e das verdades.
 
 nas minúsculas frestas de sol
guardo meus raros pensamentos...
 
O poema nasce das partículas de luz
espalha-se mundo afora
pelas ruas inseguras
visita lugares que não conhecemos
relembra de sonhos que não sonhamos.
 
 
As raízes do poema
misturam-se nas brasas da força de cada nome
adquire a tangência do delírio das marés
do silêncio das pedras
do arrepio dos pés
Descalços

decifram passos incompletos que nunca andei
Denunciam minha ignorância que jamais saberei,
ao redor dos meus caminhos, erros e revés.

 
Não há poder que destrua o brilho da inatingível contraluz.
 
Qual será a linguagem do pulsar
da loucura da energia das estrelas?

 
O encanto de compreender o mecanismo da vida
 de arrebatar cotovelos
e desfraldar novelos
e escrever o despertar de uma poesia
é a pura loucura que jamais a escreveremos...
 

Agora o poema já nasce do inconsciente
e não haverá poder que o destrua.
 

 
O verbo habita a engrenagem do mundo
e a linguagem louca dos diamantes
reflete a alma e o seu fundo.

 
O cheiro do tabaco lapidado
o abismo das vértebras das palavras
constroem o mapa completo da minha fantasia.
 

  Temas de cidades fantasmas
contemplam minhas idéias
e o mistério do velho templo
reinventa a magia.

 
O enigma dos elementos
o aroma e o gosto da própria carne
o tempo e seus limites
decifram a semântica e o lirismo de cada tema.
 

A essência de uma pintura
colore as asas da velocidade do mundo.
Uma gota d’água,
o segredo de tudo e do nada
movimenta o inverso de um universo sombrio.

 
Qual será o significado dos sonhos
da morte nos precipícios
e das constelações e seus emblemas?

 
As paisagens mais belas que persigo
o raio do sol que atravessa,
o contrário do profundo escuro do perigo,
a pirâmide e a pedra celeste,
as ondas arrebentando-se nas praias...
 
Tudo, tudo, tudo, tudo,
gira infinitamente
no entorno do poema.
 
Palavras quebram o silêncio que arrepia,
o vento dorme nas montanhas
no sossego do raiar do novo dia.
Toda a harmonia do tempo
está aí completa
a nos iluminar.
O poder está no plural das palavras do mestre,
no limiar do significado das coisas,
e para decifrá-lo
basta procurá-lo vivo ou morto, sem hesitar.
 

 
Só o perfume das rosas
resiste ao tempo dos meus sentimentos...

 
Dentro de mim,
uma sucessão de pontos impossíveis
formam códigos, mágicos escritos,
ondas que aceleram meus fragmentos
decréscimos de minutos
que lapidam as formulas dos meus pensamentos.
 
Não importa se o planeta e os homens,
os erros, a raiva e a verdade,
estarão aos poucos desaparecendo,
importa sim, o novo amanhã que já está nascendo...
 
O poema emite um grito para o universo
e as escórias de hoje não o escutam,
não se amam
nem lamentam.
 
Só o poema está no centro de tudo
no centro do arco
no centro do palco
no coreto da vida.
 
inteligente escadaria para o futuro
flechada certeira repleta de respostas.
 

Só o poema
em seu estado gasoso
evapora a intolerância
gira no entorno da geometria
viaja no tempo da sabedoria
e alimenta a alma ao redor da poesia.